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Dragonagem pra mim e pra você

Minha personagem em Dragon Age 2, yay!


Dragonagem (dra-go-na-gem):

s. f.

Bras. Chul. Ato ou dito jogar Dragon Age (seja Origens, Awakening ou II)
Termo inventado pelas irmãs gamers Nina e Cacau.

Eu nunca fiz um post aqui sobre as coisas que costumo fazer na minha vida privada. Normalmente me distancio apresentando somente aquilo que vejo de interessante pela Internet, alguma novidade relevante relacionada a arte, comunicação, música, Internet e design.

Mas me dêem licença, eu quero falar sobre uma das coisas que eu mais gosto nessa vida: videogame. Em particular, neste post quero falar sobre um jogo da Bioware que eu sou fã e que tem me deixado cada vez mais de queixo caído pelos mais diversos motivos: Dragon Age.

Ao jogar ano passado o Dragon Age Origins, me vi jogando um RPG que não era só sobre upar (lê-se subir de nível), matar dragões e chutar bundas. Tinha uma trama totalmente envolvente e super complexa, em que cada ação que você escolhia para seu personagem poderia mudar radicalmente o andamento (e o fim) do jogo. Entre eles, a forma como você se relaciona com seus companheiros de equipe (NPC – Non-Player Character) que poderia fazer eles serem fiéis a toda prova, traíras (assassinando seus companheiros da equipe, por exemplo) ou mesmo amantes, SEJAM HOMENS OU MULHERES. Dá até pra fazer ménage à trois no jogo. Sério. Sério.

Aí é que está, meus amigos. Se você é um barbudo coça-saco que está lendo isso, talvez seja estranho imaginar mulheres (gatas, tá) que sejam loucas por videogame. Imagine, então, que entre homens e mulheres HÁ SIM, homossexuais. Óbvio que há, o que é maravilhoso. Mas ainda existem pessoas que pensam que games são coisa exclusiva de homens nerds antisociais perebentos virgens e heterossexuais. NOT TRUE.

Heis que com esse pensamento ridículamente arcaico e não aceitável um jogador de Dragon Age II veio fazer uma reclamação no fórum oficial do jogo alegando que a Bioware tinha negligenciado a sua maior audiência: “straight males“, ou seja, homens heterossexuais. E a resposta da empresa se resume a isso: GET OVER IT (traduzindo: aham, senta lá, Claudia).

David Gaider, membro da Bioware, respondeu no próprio fórum dizendo que a opção de romance no jogo é para todos, independente da opção sexual. Ainda questiona o usuário alegar que fala pela “família hétero, da moral e dos bons costumes” quando que, na realidade, só estava expressando sua própria indignação. E completou dizendo que o problema das maiorias é que elas estão tão acostumadas a terem todas as suas vontades feitas, e que quando encontram um ambiente que privilegia qualquer um, muitos se tornam hostis.

Levou na cara. Pra aprender que não há espaço para o preconceito nem no mundinho mágico de Dragon Age (ou de qualquer outro jogo).

Para saber mais sobre o jogo, veja um vídeo aqui. Para ler todo o barraco, veja o post no fórum oficial do jogo (em inglês). Mas se quiser ver o resumo da briga, clique aqui (em inglês). Baseado no post do Queer Nerd.

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2 pensamentos sobre “Dragonagem pra mim e pra você

  1. Ei! Eu que inventei o termo “Dragonagem”! Agora é domínio público, mas eu que criei! Lol.

    Anyway, concordo. Dragon Age é um jogo muito bem feito e foda!

  2. A Bioware ganhou mais estrelinhas no meu coração. Já ganhava com as Asaris do Mass Effect (que eu não curto jogar, mas adoro assistir. Não curto cenários futuristas) e com Dragon Age, tanto o Origins quanto o II, mais ainda.

    Uma coisa que eu sempre senti falta no RPG eletronico em detrimento do RPG de mesa é a multiplicidade de rumos que a história pode tomar a partir das suas decisões. RPG, no video-game, costuma ser só seguir um roteirinho, ficar forte e bater no monstro.
    Talvez DA não seja o primeiro, mas acho que ele incorporou um pouco mais aquela parte da construção do personagem do RPG de mesa…

    Respeito a BIOWARE por ter derrubado esse papinho do “Straight Male Gamer”. Pqp… que é isso? Tea Party?

    Muita mulher joga videogame. O termo “girl gamer” deveria ser aposentado, porque reforça o preconceito de que mulher gamer é raro (e tem muita menina que se aproveita disso, visse?). Não é raro. É minoria? Sim, mas
    enquanto algumas produtoras continuarem a seguir apenas os desejos do “Straight Male Gamer” ao invés de ampliar o olhar a esta minoria (e outras) ela jamais se tornará uma maioria. Temos o direito de jogar jogos com personagens com os quais nós podemos nos identificar. Principalmente num RPG. Um ROLE PLAYING GAME.

    http://www.escapistmagazine.com/news/view/108442-UPDATE-Video-of-Females-on-Female-Characters-Panel – esse vídeo vale a pena assistir. É num tema semelhante.

    E linda a tua personagem. Mas tu já sabe.

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