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Cyberwar – será online a 3a Guerra Mundial?

Seriam o mouse e o teclado as novas armas de guerra?

É a pergunta do artigo do The Economist, que em uma semana já abordou o assunto duas vezes.

Três décadas após a Guerra Fria, os computadores estão cada vez mais ligados à Internet de modo vital. Poderiam os inimigos utilizarem “bombas lógicas” para, por exemplo, desligar a eletricidade do outro lado do mundo? Poderiam os terroristas causarem um caos financeiro ao interferirem nos sistemas informatizados de negócios da Wall Street? Este é um medo que apavora os militares norte-americados e outros ao redor do mundo.

Depois que a terra, o mar, ar e espaço, a guerra entrou no quinto domínio: o Ciberespaço. O governo dos EUA e Grã-bretanha já estão preocupados com o assunto e já tomaram as providências para ter maior segurança do ambiente cibernético militar e do governo. Muitos outros países estão se organizando para a ciberguerra, entre eles a Rússia, Israel e Coréia do Norte. O Irã afirma ter o segundo maior exército cibernético.

A internet foi projetada para a conveniência e confiabilidade, e não de segurança. Não é exigido passaporte no Ciberespaço. Enquanto a polícia é limitada pelas fronteiras nacionais, os criminosos circulam livremente. Estados inimigos já não são mais do outro lado do oceano, mas sim bem atrás do firewall. Os mal-intencionados podem mascarar suas identidades e localização, tudo para possuirem a riqueza da era eletrônica: o dinheiro, os dados pessoais e a propriedade intelectual.

E como seria a “cara” dessa guerra? Richard Clarke, ex-funcionário da Casa Branca responsável pela luta antiterrorista e de segurança cibernética, prevê um colapso catastrófico em 15 minutos: bugs de computador derrubariam sistemas de email militares; refinarias de petróleo e óleodutos explodiriam; o controle de tráfico aéreo entraria em colapso; trens de carga e o metrô iriam descarrilhar; dados financeiros seriam alterados; a rede elétrica iria carir; satélites em órbita sairiam de controle. A sociedade logo quebraria, a comida se tornaria escassa e o dinheiro se esgotaria. O pior de tudo: a identidade do inimigo atacante pode permanecer um mistério.

As ciber-armas

Tal como acontece com bombas nucleares, a existência de ciber-armas não significa que estão prestes a serem usadas. Até porque, não se pode ter certeza do efeito da sua execução em outro país, tornando a implantação altamente arriscada. Isso é uma ameaça às sofisticadas armas militares, mas não necessariamente aos terroristas ou exércitos inimigos. Tudo isso faz aumentar o perigo dos crimes e espionagem online.

Tudo isso contribui para uma perigosa instabilidade. As ciber-armas estão sendo desenvolvidas secretamente, sem a discussão de como e quando podem ser usadas. Ninguém sabe exatamente seu poder real, então é bom que os países se preparem para o pior. O anonimato aumenta o risco de erros. A velocidade com que ataques eletrônicos podem ocorrer permite quase nada de tempo para uma reflexão a sangue-frio e favorece, mesmo que preventivamente, um ataque. O Ciberespaço está envolto em um cobertor grosso e ameaçador de incertezas.

/// Para ler na íntegra os dois artigos sobre a ciber-guerra e as ciber-armas, acesse os artigos do The Economist: “War in the fifth domain” e “Cyberwar” (ambos em inglês).

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3 pensamentos sobre “Cyberwar – será online a 3a Guerra Mundial?

  1. Gostei do artigo. Parece piada, não é?

    Mas quem já não sofreu ataques em seus computadores via Virus, Spans, Worms, Spyware, etc.

    Imaginem os ataques cibernéticos que ocorrem a todo dia e hora aos datacenters sofisticados, que possuem as mais modernas infraestruturas com ferramentas Firewall, Anti-Virus, redes DMZ, servidores robustos, etc. E os fabricantes de sistemas operacionais e servidores web, e-mail, dns, etc.

    A coisa está cada vez mais complexa, mas na minha opinião esta gerra não acontecerá tão facilmente, nem o caos cibernético acontecerá se as empresas de segurança digital, governo, datacenters, empresas de telecom e clientes/usuários estiverem atentos e tomando as providências necessárias.
    Sempre tivemos os bandidos e os mocinhos neste mundo louco, em todas as áreas.

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